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A PHDA em Crianças: Sinais, Sintomas e Soluções (Estudo de Caso)
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A PHDA em Crianças: Sinais, Sintomas e Soluções (Estudo de Caso)

A Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) afeta cerca de 5% das crianças. Exploramos como o défice de atenção, hiperatividade e impulsividade se manifestam em crianças e as estratégias para as apoiar.

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A Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) é frequentemente descrita como uma perturbação mental, afetando aproximadamente 5% das crianças entre os 3 e os 17 anos a nível global, com uma maior prevalência em rapazes. Compreender como a PHDA se manifesta e como podemos apoiar as crianças que vivem com ela é crucial. Vamos explorar o percurso de crianças com PHDA, como o Leo, e as estratégias que podem fazer a diferença.

O Défice de Atenção: Viajar para Longe

Para crianças como o Leo, o défice de atenção é um dos maiores desafios. Distraem-se com facilidade, mesmo quando se esforçam para se concentrar. Podem “desligar-se” e passar períodos significativos a pensar em algo completamente diferente, com a mais pequena variação no ambiente a ser suficiente para desviar a sua atenção. Este comportamento pode levar ao esquecimento, com trabalhos e materiais escolares a serem frequentemente perdidos ou não entregues, resultando em notas baixas e, por vezes, frustração por parte dos professores. A sensação de que o cérebro está “avariado” é comum, dificultando o processamento de informação.

Hiperatividade: A Necessidade de Estar Ocupado

A hiperatividade manifesta-se através de inquietação e dificuldade em permanecer focado, especialmente em contextos que exigem calma e escuta, como trabalhos de grupo. Manter-se quieto e prestar atenção pode ser exaustivo, transformando uma conversa normal num desafio. A necessidade de manter as mãos ocupadas é uma estratégia comum para lidar com esta energia interna. A incapacidade de acompanhar o ritmo pode gerar frustração e raiva, pois sentem que não conseguem processar toda a informação necessária.

Impulsividade: Palavras que Escapam

A impulsividade leva a que as crianças digam o que lhes vem à mente sem a devida filtragem, ou que interrompam os outros. Esta conduta pode ser irritante para os colegas e, embora se arrependam mais tarde, sentem que a repetirão. A frustração dos professores face a este comportamento é compreensível, mas a criança sente-se incapaz de aprender com os erros e mudar o padrão.

Estratégias de Apoio e Soluções

Depois de um diagnóstico profissional adequado à idade por um psicólogo infantil, que procura ir além dos sintomas superficiais, várias estratégias podem ser implementadas. Para o Leo, estas incluíram:

  • Apoio em sala de aula: Sentar-se na primeira fila, ao lado de um colega solidário.
  • Gestão de tarefas: Uso de um caderno para listar tarefas e entrega de trabalhos de casa para todas as disciplinas apenas uma vez por semana.
  • Regulação e pausas: Utilização de objetos anti-stress durante as aulas e pequenas pausas quando necessário.
  • Desenvolvimento de competências: Prática de rotinas de fala e escuta com um especialista.
  • Atividade física: Deslocar-se de bicicleta para a escola e ter tempo para jogar à bola.

É fundamental considerar que a PHDA pode ser a “ponta do icebergue”, com causas subjacentes como problemas familiares, bullying, privação de sono ou alimentação inadequada. A história de Gillian Lynne, uma menina que se pensava ter uma perturbação de aprendizagem, mas que na verdade era uma bailarina talentosa, ilustra a importância de olhar para além do diagnóstico e descobrir o potencial individual.

Em casos graves, a medicação pode ser uma opção, mas é sempre precedida por um diagnóstico e avaliação cuidadosos. É vital recordar que cada criança é única e requer uma abordagem personalizada.

Em síntese

A PHDA representa desafios significativos, mas com o diagnóstico e o apoio adequados, as crianças podem prosperar. É crucial uma abordagem holística que considere tanto os sintomas como as causas subjacentes, permitindo que cada criança desenvolva o seu potencial máximo.

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