editorial noturno

30 MINUTOS QUE VALEM POR 30 ANOS | Leandro Karnal – A Melhor Palestra de 2026

Descrição

Em 2026, a mediocridade não tem mais espaço. Nesta palestra histórica, Leandro Karnal entrega lições que podem economizar décadas de erros e estagnação. Ele nos convoca a olhar para o rosto das pessoas, a viver intensamente o presente e a definir valores inegociáveis. Karnal desconstrói o mito da sorte e do destino, revelando que o preparo e a estratégia são as únicas ferramentas reais para enfrentar a imprevisibilidade do futuro. Entenda por que a zona de conforto é o túmulo do entusiasmo e por que mudar, embora difícil, é a única forma de não se tornar fatalmente obsoleto. Descubra como o autoconhecimento te blinda contra o ódio externo e como o protagonismo é a única resposta válida para a pergunta: "O que estamos fazendo de nós mesmos?". ■ O QUE VOCÊ APRENDERÁ NESTE VÍDEO: • A importância de viver o agora e não ser um obstáculo para quem está com você. • Por que você deve mirar na excelência absoluta e não na média. • A crise como o divisor de águas entre o amador e o profissional. • Como transformar o erro em um recado fundamental para mudar de estratégia. • Zona de Conforto: Por que ostras felizes não produzem pérolas. • Protagonismo: O fim das desculpas baseadas em sorte, azar ou destino. • Autoconhecimento: Como se blindar contra venenos emocionais e ofensas. • O perigo da vaidade e a necessidade de construir-se diariamente. • Por que o fracasso é tão "confortável" para a maioria das pessoas. ■ CAPÍTULOS [00:00] A pergunta mais importante: Você é feliz? [01:03] O rosto humano é um livro poderoso [02:11] O erro de viver no momento seguinte [02:46] Quais são seus valores reais? [03:45] Mirar no alto: Alexandre, o Grande, não o Médio [05:02] Sorte é o nome do esforço alheio [05:51] Crise: O filtro que separa o profissional do amador [08:42] Preparo: A única chave contra a incerteza [10:17] O erro como recado para nova estratégia [10:45] Ostra feliz não faz pérola: Saia do conforto [12:38] Mudar é difícil, não mudar é fatal [13:16] Protagonismo vs Destino [16:20] O que de fato faz a diferença é o esforço [17:43] Conhece-te a ti mesmo: A lição de Sócrates [18:23] O ataque é veneno que só funciona se você tomar [19:53] O pecado da vaidade e o autoconhecimento [22:42] O jogo termina apenas no fim: Construa-se [24:51] O fruto do seu projeto e da sua omissão [26:21] Seja você o mundo que deseja ver [28:51] O conforto perigoso do fracasso [30:36] Hoje começa o resto da sua vida Esta palestra de Leandro Karnal é um divisor de águas para quem busca excelência e autoconhecimento em 2026. Com uma abordagem profunda e provocativa, Karnal desconstrói a ideia de destino e sorte, colocando o peso da realização sobre o preparo, a estratégia e a consciência. Ele nos desafia a sair da zona de conforto — o "quarto confortável" do fracasso — para assumir o protagonismo total de nossas vidas. Tema central: O protagonismo existencial através do autoconhecimento, estratégia e a recusa da mediocridade e da zona de conforto. Dor principal: Pessoas que se sentem levadas pelo destino, que vivem no "futuro do pretérito" (o que teria sido) e que aceitam o fracasso por ser uma zona de conforto sem responsabilidades. Transformação prometida: A mudança de uma vida reativa para uma vida estratégica, onde o erro é aprendizado, a crise é o filtro do profissional e a felicidade é um projeto consciente de 2026. Palavra-chave principal: Leandro Karnal Melhor Palestra 2026. Orador: Leandro Karnal. ■ CONTEÚDO RECOMENDADO Como Desenvolver Uma Mente Inabalável – David Goggins www.youtube.com/watch?v=2H0kgl5duXI&t=12s Sua Mente Está Te Sabotando – David Goggins www.youtube.com/watch?v=LuE6ZQCsDM8&t=9s Blinde a Sua Mente – Ramon Dino www.youtube.com/watch?v=BQBJ7xZTQNQ&t=3s 2026 Será o Melhor Ano da Sua Vida – Bernardinho www.youtube.com/watch?v=YOKoTB9UYGY&t=41s SÓ OS DETERMINADOS VENCEM – Abilio Diniz www.youtube.com/watch?v=nWvB-LLE7D4&t=4s ■ DIREITOS O conteúdo apresentado respeita as diretrizes de uso justo, com fins educativos e motivacionais. Palestrante: Leandro Karnal. ■ REDES OFICIAIS Instagram → www.instagram.com/motivacaogrid TikTok → www.tiktok.com/@motivacaogrid Contato → contatomgrid@gmail.com ■ INSCREVA-SE O Motivação Grid é focado em alta performance, disciplina e verdades que impulsionam sua vida em 2026. Comente abaixo: Qual grão de areia está te incomodando para você criar sua pérola hoje? #MotivacaoGrid #LeandroKarnal #Sucesso2026 #Protagonismo #Autoconhecimento

Transcrição completa

Temos a oportunidade de que seja um tema que transforme a vossa vida.

Portanto, em primeiro lugar, vamos pensar numa pergunta que parece uma pergunta estranha, mas é de longe a pergunta mais importante.

Porque se vocês são felizes, eu sei a resposta. Pergunta: neste momento, quem nesta distinta plateia se considera uma pessoa feliz?

Acaba de falir o laboratório do Prozac. Não haverá mais depressão no planeta Terra. Porém, primeiro problema:

Amanhã, quando vier mais uma segunda-feira e mais uma, a minha pergunta é a médio e longo prazo.

E o primeiro conselho que vos dou para refletirem, aceitarem ou rejeitarem como desejarem...

Primeiro conselho importante: olhem para o rosto das pessoas. Olhem para o rosto dos clientes. Olhem para o rosto de quem está a comprar.

Porque o rosto humano é um livro poderoso que traduz tudo. O rosto humano diz-vos: "Estou a adorar, estou a detestar, estou aborrecido, estou entusiasmado."

Que passem a avaliar valores, emoções, sentimentos, que passem a pensar claramente em cada indivíduo único.

Esta é uma das grandes chaves do sucesso. Eu tinha um erro, eu tinha um defeito como profissional.

Há alguns anos, entrava num grande evento como este pensando no seguinte: acabei de chegar de Foz do Iguaçu, dei lá uma palestra... amanhã tenho de estar cedo em São Paulo, depois vou para a Bahia...

Depois tenho de voltar a correr da Bahia porque tenho aula na terça-feira de manhã cedo em Campinas, e eu vivia no compromisso seguinte, eu vivia no momento seguinte. Isto é um defeito.

Vivam no momento em que estão. Ao entrarem para conversar com alguém, ao tentarem uma venda, ao lerem um livro, ao namorarem, ao conversarem com o vosso filho...

Ao fazerem qualquer coisa importante na vossa vida, entrem inteiramente naquilo. Não fiquem a pensar no que vem a seguir.

Façam dessa experiência algo único e que a pessoa que está convosco não entenda nem sinta, de forma alguma, que é um obstáculo para o vosso horário.

Quais são os meus valores? De novo, parece uma pergunta estranha, mas é uma das perguntas mais importantes que temos.

Qual é o vosso valor? Qual é o vosso valor principal? Qual é o vosso valor auxiliar?

O que vos faz emocionar? O que move o vosso coração, o que impulsiona o vosso despertar, quais são as ideias mais fortes que têm pela manhã?

Em que adormecem a pensar, em quem? Estes são os vossos valores.

Decidiram que os vossos valores são família, dinheiro, um equilíbrio entre os dois? Decidiram que os vossos valores são viagens, família, dinheiro, um equilíbrio entre os três?

Perfeito. Definido o valor, procurem esse valor obsessivamente, sem cessar, sem cessar em momento algum.

Sempre, sempre a focar no meu valor. O meu valor é ser um profissional de excelência, e não apenas de excelência média, de grande excelência.

Foquei desde o início, gente. Foquei na ideia de que quero ser Alexandre, o Grande, e não Alexandre, o Médio, nem o Pequeno.

Não quero ser médio. Por incrível que pareça e até vaidoso que vos possa parecer, mas isto foi um lema de vida...

Desde muito cedo eu disse: quero ser, senão o melhor, um dos melhores professores do Brasil. Um valor alto, vaidoso.

Só que aprendi que, ao apontar ao alto, às vezes consegue-se um pouco menos; se apontarem por baixo, conseguem ainda menos. Apontem ao alto!

Não tentem ser o melhor vendedor do condomínio, é muito pouco. Não tentem ser a melhor pessoa da rua, é muito pouco. Apontem ao alto!

Apontem ao alto e procurem isso: "Eu quero ser o melhor vendedor do Brasil." Simplesmente isso.

Se alguém acha que não pode, procure os instrumentos para poder.

Sorte é o nome que o vadio dá ao esforço que não faz.

Eu não controlo tudo. Não sou Deus, não controlo tudo.

E para isso preciso de equilíbrio. O equilíbrio é fácil de perceber quando está a faltar. Se não trabalharem, perderão a família.

Se apenas trabalharem, também perderão a família. O equilíbrio é um diálogo constante: "Estou a cuidar do meu corpo? O meu corpo é funcional?"

O corpo tem de ser funcional. Tenho de me levantar do sofá sem ajuda de muitas pessoas, tenho de ser capaz de subir escadas sem tenda de oxigénio.

O corpo tem de ser funcional até à idade em que o for. Ou seja, equilíbrio é aquilo... Estamos em plena crise...

Estamos em plena crise. Só que há pessoas, neste ano de crise, que...

Perderam, outras mantiveram-se e outras prosperaram. Portanto, não é a crise que faz a diferença, é a vossa reação perante ela.

A crise veio para todos os 206 milhões de brasileiros.

Há pessoas que se afundaram, há pessoas que mantiveram o que tinham e há pessoas que hoje estão melhores do que estavam há algum tempo.

É claro que hoje, em momento de crise, vou dar uma pista histórica importante.

O que é a crise? É quando tenho muitas perspetivas à minha frente. Só que a crise é aquilo que separa o amador do profissional.

Toda a gente sabe conduzir numa boa estrada em dia de sol. Pouquíssimas pessoas sabem conduzir numa estrada com chuva, à noite, cheia de buracos.

A crise separa o bom do mau, o amador do profissional, quem veio ao mundo a trabalho ou a passeio.

Toda a gente sabe, em situação sem stress, ser calma. Poucas pessoas são calmas em situação de stress. Qualquer professor é ótimo se a turma for ótima.

Poucos professores são bons quando a turma é resistente. Toda a gente pode vender ao cliente fácil, pouca gente consegue vender ao cliente difícil.

É o cliente difícil que separa o amador do profissional. O outro não precisa.

Importante: as crises passam sempre, sem exceção. Todas as crises passam.

E aqui surge a pergunta: onde querem estar quando esta crise passar? Com quem? Onde querem estar quando esta crise passar?

Um conselho forte: ouçam os pessimistas. Para pessimista não vale a mãe, a mãe é sempre otimista convosco. Ouçam o cunhado, o cunhado é bom para isso.

Ouçam o cunhado.

Ouçam os pessimistas. Vejam o que eles têm a dizer, agradeçam e comecem a trabalhar com otimismo total.

É só assim que se cresce. É só assim que se consegue alguma coisa.

Eu não sei quem governará o Brasil no próximo ano. Tenho incerteza total, mas quero garantir-vos que, apesar da imprevisibilidade...

Há uma chave na vossa mão chamada preparação.

Quem daqui ler mais livros sobre boas técnicas de venda, estudar mais psicologia de vendas, quem tiver mais método...

Quem for mais otimista, quem for mais metódico, não sabe o que vai enfrentar, mas estará melhor do que quem não o fizer.

Ou seja, essa é a chave. Pergunta óbvia: onde querem estar no próximo ano?

Eu não sei no próximo ano, não sei em 2027, porém...

Vamos transformar estas palavras: substituamos o passado por experiência, o que vos trouxe até aqui.

O presente, a ação, este encontro aqui na Barra.

O futuro é estratégia, o que vai ser gestado neste dia para o que vem pela frente.

Se pensarem no futuro como estratégia, entenderão que sim, o futuro é absolutamente imprevisível.

Mas quanta mais estratégia eu tiver, mais o vou controlar.

A chuva virá para todos; quem souber nadar melhor vai sobreviver.

Este é um dado óbvio.

Bem, mas eu erro, eu erro bastante. Errar é humano, significa que todos os que estão aqui, com exceção dos mentirosos, já erraram.

Eu treinei andar, há mais de 50 anos que treinos diariamente e tropeço. O erro é um aviso.

O erro é um aviso enviado para dizer que podem mudar de estratégia, têm de aprender, têm de ter cuidado. O erro é fundamental.

Errou, não conseguiu, não atingiu a meta, falhou? Ótimo! Se aprenderem, serão melhores, senão serão apenas uns chorões. Aprendam! Aprendam com o erro.

O erro tira-vos da zona de conforto. O que é a zona de conforto? É aquilo que me deixa satisfeito, feliz. Zona de conforto é aquilo que estraga o meu desafio.

"Ostra feliz", diz Rubem Alves, "ostra feliz não produz pérola".

A pérola é a resposta da ostra a isso. Porque é que a ostra faz uma pérola? Porque um grão de areia a incomoda e ela reveste-o com madrepérola.

Sem isso, a ostra não produziria pérola. Zona de conforto é aquilo que vos deixa...

Repetindo: o que acontece com a zona de conforto? Passo a não querer fazer mais coisas certas nem com entusiasmo. Passo a achar que está bom estar num aquário cheio porque é conhecido...

E não busco um aquário mais desafiador e maior. Tudo o que te agrada, engana-te.

Tudo o que te seduz e te deixa confortável conduz-te à mediocridade. Quanto mais desafios tiverem, mais responderão a esses desafios.

A zona de conforto é muito curiosa, porque significa o fim da luta. Saiam da zona de conforto!

Pensem seriamente que tudo está em mudança, tudo está a envelhecer, tudo está a passar, tudo aquilo que não está a expandir-se está a encolher.

Tudo aquilo que não está a melhorar está a piorar. Isto é a realidade do mundo.

Se não mudarem o vosso negócio, alguém mais jovem e mais dinâmico vai mudar.

Neste momento, alguém está a ter uma ideia de vendas melhor do que a vossa.

Isto significa que quem se dedica a ser um profissional precisa, permanentemente, de levar em conta esta frase: "Mudar é difícil"...

Ensinaram-me os norte-americanos: mudar é difícil, não mudar é fatal. Mudar é difícil, não mudar é fatal.

Isto é fundamental.

Há duas opções: enfrentar a mudança, enfrentar o desafio e pensar: "Este ano consegui isto, que bom. E agora?"

"Ah, mas eu já falo inglês." Ótimo, qual é o passo seguinte?

"Já consegui a minha casa." Perfeito, era esse o vosso objetivo material, qual é o passo seguinte nos outros objetivos?

Não mudar é fatal.

Protagonismo é quando entendo que a minha vida não mudou por causa dos astros, não mudou porque Mercúrio estava retrógrado...

Não mudou porque Saturno está no meu signo, mudou porque eu agi, mudou porque fiz alguma coisa. Protagonismo é isto.

Não é fácil tomar essa decisão, não é fácil olhar para além do horizonte e perder essa ação reativa de quem simplesmente acha que falta disto ou daquilo. Não é fácil.

Não é fácil essa transformação. A visão para além do horizonte pressupõe racionalidade, pressupõe previsão. Sou das pessoas que partilha da ideia de que não há destino.

Existem acidentes para todos, o que faço com esse acidente é o que me define. Superem essa ideia de sorte, azar, destino...

Introduzam a ideia de decisão, estratégia e trabalho. Não importa o que a vida fez de vós.

Importa o que fizestes com o que a vida fez de vós. A vida deu-vos três hipóteses de sucesso material: o nascimento é a primeira.

Quem nasceu numa família boa, mas desprovida de recursos, já queimou um terço das hipóteses.

Segunda hipótese: o casamento. Quem casou por amor já queimou dois terços das hipóteses.

Casar por amor elimina mais um terço das vossas hipóteses. Sobrou apenas um caminho...

Trabalhar, trabalhar bastante. Ou casar de novo, ou nascer de novo!

Eu não sou controlado pelo destino. É óbvio que não sou tudo, nem posso tudo, nem sei tudo, mas não sou controlado pelo destino.

O primeiro exercício que quero que façamos daqui em diante é o seguinte: dentro do padrão humano, não posso desejar a imortalidade, está fora do padrão humano.

Tirando a rainha Isabel, ninguém é imortal no planeta Terra.

Não posso dizer "eu cuido-me", vão morrer na mesma. Vai ser um cadáver bem cuidado.

"Ah, eu hidrato a pele", vai ser um cadáver hidratado, bonito. "Eu treinos todos os dias", um cadáver definido, bonito também. Muito bem.

Não controlo tudo, não sou o dono do universo, não posso impedir a morte que virá, mas entre o nascimento e a morte controlo muita coisa.

Toda a crença no destino, vocação, talento, é uma crença que tende a disfarçar o que de facto faz a diferença, e o que de facto faz a difference é o esforço.

Vocês têm sorte. Eu tenho uma sorte imensa e essa sorte repete-se diariamente porque me levanto às quatro da manhã.

Esta é uma sorte diária, basta eu começar a dormir o dia todo para a sorte se ir embora.

Eu acredito que tenha condições de interferir na minha vida.

Eu acredito que, quando pergunto o que estamos a fazer de nós próprios, posso dar uma resposta objetiva e prática. O que estou a fazer de mim? É um momento para pensar.

O que estou a fazer de mim? Esta é a vida que quero levar? Com as pessoas que quero?

A vida é muito curta, gente, é muito rápida. Depois dos 40 parece ainda mais rápida. Parece que passa a uma velocidade incrível.

A vida é muito curta para perder tempo numa existência medíocre, numa existência pequena, numa existência fraca.

A vida é muito curta para ter uma família que não ame, para ter um emprego de que não goste, para ter um trabalho a que não me dedique. É muito curta para eu ser medíocre, há muito pouco tempo para isso.

Perguntem o que estão a fazer de vós próprios e sigam o conselho com que Sócrates fundou a filosofia ocidental: conheçam-se a vós mesmos, o conhecimento de si próprio.

Sigam esse conselho, sigam essa ideia de saber quem são. Se eu me conhecer, ninguém me ofende, ninguém me ataca.

Já disse isto várias vezes na internet: tenho de saber se a pessoa está a dizer a verdade ou uma mentira, e em ambos os casos não posso ofender-me.

As pessoas têm o direito de dizer o que querem, é um direito constitucional, eu só me ofendo quando concordo com elas.

O ataque é veneno, o veneno só funciona se o tomar.

Quando alguém vos chama velhos, feios, estúpidos, filhos disto ou daquilo, quando alguém vos insulta até referindo um clube de futebol específico que não vou repetir...

Resta-vos saber se a pessoa está certa ou errada. Se estiver certa, não vos está a ofender; se estiver errada, está a mentir. A vida é muito curta para perder tempo com estúpidos cheios de ódio.

A vida é muito curta para isso, é muito curta.

Quem se conhece não se vê como um Super-Homem que na verdade é um pateta.

Quem se conhece sabe dos seus limites e explora esses limites ao máximo. Quem se conhece sabe: "Talvez não tenha vindo ao mundo tão bonito, tão alto, tão rico, tão hábil em línguas, mas posso fazer muito com isto."

Muito. Posso esticar esses limites ao máximo.

É fundamental conhecer-se, sempre, sem exceção, sem nunca perder de vista que a consciência é a chave da transformação.

A consciência é a chave de todas as transformações. Respostas claras:

Onde é que isto me vai levar? Quem sou eu? Isto torna-me ou não feliz? Consciência.

Controlar a vaidade, o principal elemento de descontrolo de uma vida. Trabalhei para homens muito importantes neste país...

Trabalhei com pessoas fundamentais deste país, e quase todas com o mesmo pecado: o pecado da vaidade. O pecado fundacional da humanidade, o de Lúcifer.

O pecado de se achar mais do que é e de achar que os outros concordam com isso. Apontem a ser mais do que são...

Mas saibam exatamente quem são, para que o mundo não precise de vos lembrar disso com frequência.

É melhor que eu, que qualquer pessoa, cubramos mais o corpo com roupas e alguém diga "estás muito bem" do que alguém a dizer "põe um xaile, meu filho, está demais".

Ou seja, saibam quem são. Saibam quais as lutas que valem a pena.

Porquê? Porque a vida oferece algumas lutas muito boas, a família é uma delas.

Essas lutas são boas, merecem toda a nossa energia, merecem todo o nosso empenho, talvez até a vida. As outras...

Não. Escolham as lutas, gente! Escolham as lutas. Não é uma boa luta o trânsito.

Não é uma boa luta, é ridículo discutir no trânsito. A pessoa pode estar simplesmente louca, drogada ou armada, não lutem no trânsito. Não percam um projeto de vida por causa de um louco.

Não lutem em família, dentro da família. Escolham as lutas.

E quando alguém vos ofender na vossa rede social, bloqueiem, apaguem ou ignorem. A rede social não é um bom espaço de luta, é perda de tempo ficar a discutir na rede social. Escolham as lutas, gente!

O mundo inteiro hoje está centrado em duas coisas: parecer, através das redes sociais, e ter. Ter é bom se representar que vou melhorar com isso.

Ter para ser, ter para parecer é mau.

É bom eu ter conforto, é bom ter algumas coisas materiais, desde que saiba que elas servem a minha felicidade e não que eu sirvo as coisas.

Ter e parecer não se confunde com ser. É uma palavra difícil, eu sei. É uma palavra complicada esta da felicidade.

Viver é um desafio constante e diário, não é um fardo. Não posso acordar como um condenado, não é um fardo, é bom!

Eu estou parcialmente pronto, mas não sou perfeito. Perfeito quer dizer em latim "feito até ao fim" - *perfectum*. Eu não sou perfeito, sou perfectível, estou em processo de transformação, sou uma pessoa a crescer a cada instante.

Tenho partes completamente prontas, outras que precisam de melhorias e outras que precisam de ser criadas. Eu não estarei pronto até ao fim, o jogo termina apenas no fim. Construir-se!

Qual é a parte que me falta? Qual é a parte que preciso de melhorar? Qual é a parte que tenho de transformar?

Talvez seja muito bom em relação a horários, a sair da cama, mas sou bom quanto à resiliência, ou seja, enfrentar as pequenas crises cotidianas?

Sou bom em resiliência e horários, mas sou muito irritadiço? Tenho de trabalhar isso no meu autoconhecimento, num processo de psicologia? Tenho de trabalhar a minha irritação, tenho partes a melhorar.

O meu português não é bom? Leia, aprenda, estude. Tenho partes a melhorar, é a isto que chamamos construir-se.

Fazer-se, tornar-se melhor, não acreditar naquela síndrome de Gabriela: "Eu nasci assim, eu sou sempre assim, Gabriela". Não existe isso!

Não existe nada que eu não possa transformar dentro do padrão humano. Construir-se, fazer algo novo, ter uma ideia nova...

Interferir no meu corpo, nos meus rendimentos, na minha família.

Porque é que as pessoas procuram tanto a infelicidade e, quando a encontram, ficam admiradas como se fosse algo surpreendente?

Porque é que as pessoas mantêm uma família difícil em ambientes difíceis? Porque é que fazem programas maus, stressantes? Porque é que, ano após ano, repetem o mesmo erro?

E depois, quando vem a infelicidade na forma de insónia, ansiedade, depressão, angústia, ficam surpreendidas: "O que é que aconteceu com a minha vida?" Aconteceu o que você fez!

Aconteceu o fruto do seu projeto, a sua ação, a sua mão neste cinzeiro.

Trabalhem! Uns têm de trabalhar mais, uns precisam de um esforço maior. Há gente que anda cinco minutos na passadeira e define os abdominais...

Há gente que come brigadeiros dia e noite e tem 2% de gordura - quero que morram!

E devo dizer-vos: vai piorando com o tempo! Não é fácil, mas é possível para toda a gente.

Esculpam-se, criem-se! Façam algo assim, sejam alguém diferente, façam algo que transforme a vossa vida!

Parem de ficar na estrada a lamentar o que teria sido! Tirem o futuro do pretérito da vossa cabeça! O que teria sido não tem importância.

Só tem importância o que é e o que será: o presente e o futuro.

"Ah, se eu tivesse feito isto..." É irrelevante o futuro do pretérito no projeto de vida, não existe isso.

Não pensem em nada que não seja fruto dessa ação, aquilo que eu quero, as metas que desejo, o mundo que quero ver.

Seguindo o conselho de Mahatma Gandhi, líder da Índia: "Seja você a transformação que deseja ver no mundo". Anuncie em si...

O mundo que deseja ver. Quer um mundo mais ecológico? Recicle o lixo em casa.

Quer um mundo mais humano e educado? Seja mais humano. Quer um trânsito mais cidadão? Seja um melhor condutor.

Quer combater a violência entre as pessoas? Seja menos violento. Eu sou a transformação que quero ver no mundo.

Parem de espelhar-se no mundo, construam essas coisas! Digam a vós próprios onde querem estar, com quem, em que corpo, com que rendimento, em que casa, e persigam esse objetivo!

Persigam esse objetivo! "Daria a minha vida" significa: fiz todo o esforço para isso.

Se há algo que me incomoda em qualquer campo, se há algo que me perturba, que me tira o sono, que eu poderia melhorar, se quero outro modelo, o que pode ser feito a partir de hoje para mudar esses pontos complicados?

"Na segunda-feira vou perder peso." Não! Hoje! Hoje!

Vá a pé para casa! Vá a pé para casa, comece hoje. Não podem pensar nisso para depois.

Digo isto sabendo que é fácil dizer e complicado fazer.

E o que é que ganho se for estratégico, consciente, se tiver autoconhecimento? Estou a recapitular o que falei.

E o que ganho se fizer as perguntas certas e me esforçar para atingir este objetivo? A resposta é óbvia: a vida plena.

O que é uma vida plena? É a vida que eu controlo de acordo com a minha felicidade.

Pessoas não plenas são aquelas que dizem que são levadas, "não tive sorte"...

"Tentei, mas foi assim; a minha família não é uma família de sucesso; tentei, mas não era o que queria." Não, você não tentou o suficiente.

O fracasso é uma das coisas mais confortáveis que a espécie humana inventou.

O fracasso é agradável, tira-me toda a responsabilidade: "Não deu certo, fui à falência, adquiri um vício, bebo até cair..."

O fracasso é super confortável porque me faz parar de lutar, e no momento em que paro de lutar sinto-me tranquilo.

O fracasso é um quarto confortável, o sucesso é um quarto desafiador.

O fracasso agrada à maioria das pessoas, por incrível que pareça. Por isso tanta gente gosta do fracasso, por isso tanta gente fica no fracasso.

Por isso é que tanta gente mantém um casamento mau durante 30 anos, fica num emprego mau durante 30 anos, não faz uma coisa certa durante uma década inteira e pensa: "É, não deu."

Porque isso é confortável.

E aí volto à pergunta que fiz desde o início, volto a essa pergunta fundamental: de facto, o que quero?

Quem sou eu? Onde quero chegar? Com quem quero chegar? Quais são os meus objetivos? Se eu tiver consciência profunda...

Eu transformo-me por completo. Quem daqui quer, nos próximos 10, 20 ou 30 anos...

Quem daqui quer continuar a ser feliz, com êxito e feliz?

Melhor ainda, eu também! Agora vai começar o primeiro dia do resto da vossa vida.

Agora começa a parte mais importante: esqueçam o que passou.

Esqueçam o passado, esqueçam tudo o que veio até aqui.

Reinventem-se, reconstruam-se, façam desta vida um espaço completamente diferente. Façam!

A vossa vida vai continuar a ser muito feliz. Não se acostumem ao fracasso, acostumem-se à felicidade, desafiem-se, sejam melhores.

A vida só vale a pena se for intensamente vivida, intensamente aproveitada dentro destes objetivos.